Eu é que sou o Prusidente da Junta!


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O Prusidente
Assussoria para os Desarranjos Conjugais
The Prusident in Rough English
Casos Perdidos e Causas de Perdição

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O Prusidente da Junta vai fazer uma prusidência aberta nos próximos tempos. É favor estar atento!

Estão abertas candidaturas para lugares de assessoria à Prusidência da Junta. Se tens caparro para levar uns coices contacta o Prusidente.

O programa da Prusidência segue dentro de momentos. Num sítio qualquer, perto de si.


Dicas Diárias:

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Primeira ASSUSSORIA!

09.28.03 (11:37 am)   [edit]
:arrow: A Junta está maior! Abriu as portas, num gabinete mesmo aqui ao lado, o primeiro departamento da nossa grande Junta. Tenho o prazer de anunciar a criação da [url=http://assussoradc.tblog.com]Assussoria para os Desarranjos Conjugais[/url]. Façam dela o que quiserem. Gritem. Esfolem-se. Impressionem o vosso ego. Deixem-se estar e exijam de nós tudo o que não exigiram aos outros!

Mais uma vez, para que não se esqueçam, a nova Assussoria [url=http://assussoradc.tblog.com]aqui[/url]! [LINE]
:arrow: Diga-se o que se disser a vida não está fácil. Para a maioria da [i]população[/i] os dias são um tormento sem fim, em exclusivo para satisfazer as necessidades básicas do corpo, isto é, para o alimentar, na maior parte das vezes de maneira débil. É com corpos nutridos em deficiência que, em cada dia, a máquina do país, com esforço, se mexe. Arrasta-se. Dois passos para a frente, quando consegue, quatro para o lado, a cair, cinco para trás, que é pior que estar parado. O corpo.
Não só a natureza física, o espírito também precisa de fluídos matinais para se poder erguer. Se isto acontece por mais de duas semanas mais vale ficar resguardado em espaço fechado e nunca mais sair. Afinal a noite acaba sempre por chegar. Mais cedo ou mais tarde.
Veja-se um supermercado, de medianas dimensões, digamos um Pingo Doce de centro comercial. Entra-se, indiferentes aos olhos que fustigam as caixas registadoras, e levamos logo com pacotes de leite empilhados uns nos outros, às vezes em espiral. Mesmo ao lado, embalagens de produtos que matam a longo prazo, carregados de colestrol e de aromatizantes. Nas secções frescas, produtos frescos de várias marcas e feitios. Mesmo nos vegetais há uma infinidade de cores e formas. Agora, imaginem, no meio de uma qualquer [i]mercearia[/i] não muito grande, não muito pequena, que estão noutro sítio qualquer, numa livraria, por exemplo. Que tudo aquilo não são alimentos para o estômago mas tudo para a cabecinha. Tanto que há para descobrir. Etiquetas, rótulos, intruções de uso, geometrias de tacto, variadíssimos odores. Cada espaço comporta uma infinidade de estímulos do pensamento. Experimentem com uma [i]Repartição de Finanças[/i], o efeito é o mesmo: redentor!
A diversidade do mundo, mais do que a sua adversidade, mesmo em dificuldades, é o vácuo da nossa existência. Apliquem-no em absorção constante.
 

Posta de dois minutos e um quarto!

09.26.03 (5:53 am)   [edit]
:arrow: Ninguém pode pensar que sou autoritário, nem quero ser. Secalhar posso ser bruto, mas autoridade de coisa alguma não sou, nem nunca virei a ser, antes pelo contrário. Para além disso não sou religioso, não acredito em Deus (mesmo assim ainda leva maiúscula, dou-lhe o braço ao apelido), nem prezo documentos timbrados. Razão suficiente para acreditar acima de tudo no tenor da imaginação.
 

aJunta-ta Nós!™

09.25.03 (7:42 am)   [edit]
:arrow: Em certos lugares os actos não fogem ao seu mísero momento. Movem-se toneladas de retro-escavadoras mas o registo mantem-se no volume do tempo. Eu cheguei há pouco, não faz hoje um mês, sem a inquebrável força dos senadores americanos ou dos autarcas com nomes acabados em eira. No entanto, serve-me perfeitamente o espaço que passei a ocupar na cidadania do país. Conforta-me o uso indevido da monotonia e a revolta do marasmo. Mas preciso de mais. De muitos mais. Para isso conto com a vossa preciosa ajuda. Basta, para começar, que deixem aqui àsperos comentários escorrendo o que da vossa alma puder escorrer.

[LINE]Campanha [i][b]"aJunta-ta Nós!"[/i][/b]™ novidades já a seguir! ........................................................................................................... Prémios aos mais vorazes, aos mais perdidos, aos mais insistentes! ........................................................................................................... Grades de minis autografadas pelo próprio Prusidente! ........................................................................................................... E o Grande Prémio Final: uma viagem ao norte das Caraibas para grupos tresloucados de individuos, incluindo Açorianos! ........................................................................................................... [b][i]Eu é que sou o Prusidente da Junta!™[/i][/b]

 
Inula Crithmoides!
09.24.03 (9:31 pm)   [edit]
:arrow: Ontem, por acaso, encontrei o Ministro Paulo Portas a jantar no mesmo restaurante onde eu jantava. Só reparei nele quando, a meio da refeição, me deu vontade de ir à casa de banho.
Dadas as suas funções, e as minhas, chocamos ocasionalmente em actos solenes. Não é que sejamos amigos, respeito-lhe apenas a parvoeira, penso que fará o mesmo comigo. O que não me coíbe de lhe dirigir umas palavras, mesmo uns reparos, sempre que o encontro. Desta vez não foi excepção.
Sentei-me à sua mesa, no único lugar vago, ao lado de um rapaz espadaúdo com ar de secretário de defesa e em frente de uma senhora, mais de idade, de espessa cabeleira loira, talvez uma tia. Não os conhecia. Também não me demorei.
O Ministro, ainda de lamejinha na boca (vulgo [i]scrobiculário plana[/i]), não me respondeu. Apenas lhe disse, depois de replicar o seu gesto de me cumprimentar, que podia acrescentar-me à sua lista de ignóbeis orbitários, que eu é que era o Presidente da Junta e a lenga lenga do costume. Enfim, que se pusesse a pau com os seus actos daqui para a frente. Não lhe disse que serei fiel opositor porque tenho mais que fazer. O certo é que ficou a modos que embaraçado.
Quando saiu, lutava eu com uma enormidade de navalheiras alimadas à mesa com as minhas duas secretárias, entreolhando-me, fez-me continência.
 
100 Mente!
09.24.03 (9:24 am)   [edit]
:idea: Estou aqui escondido atrás desta haste de arbusto. Eu que não sou de me esconder. Andam a perseguir-me. Desde que saí para almoçar.
Foi mais ou menos na Columbano, ao lado do Rissol Dourado, que reparei no bicho. Um homem escuro - porque não se consegue ver muito bem - com um carrinho de mão cheio de cimento borbulhante. Tudo bem nada de especial. Só me ficou a de não o conseguir ver em pleno dia e, enfim, obras há em qualquer lado. Mas!
Sim, mas, quando ia já a descer a António Augusto dou com ele a deslizar rua abaixo. Atrás de mim. Tive a sensação que me observava mesmo sem o distinguir. Continuei. Mas fiz-lhe o teste. Parei. Imobilizou-se. O cimento estava fresquíssimo. Esperei no beiral de uma porta e quando recomecei a caminhada ouvi o chiar do monocórdio. Estiquei-me para a Cerejeira e enfiei-me pelo Parque, até sabe-se lá onde. Ele ziguezagueava indiferente absorvendo os raios luminosos, sem os devolver. O palhaço! Ao menos que abrisse a luz. Ou que a acendesse. Corri. Suei. Nada! Não me perdeu.
Ao lado da Estufa estão umas pequenas árvores da família das Taxáceas, talvez Teixos. Pareceu-me bom refúgio. Estou aqui há cinquenta minutos na tentativa de deslocar uma reacção alérgica. Não me parece que vá conseguir. Ouve-se ferozmente o betão a resfolgar!

 
De Sobreaviso!
09.23.03 (9:27 am)   [edit]
:arrow: Voltei. Depois de um curto longo interregno. Perdoem-me andei ocupado com afazeres que não vos dizem respeito. Nem a mim. Nem eu sei. Digo-vos, somente, que a poucos dias da grande abertura estou refluente de alma e de espírito são. Tenho coisas para contar. Tenho resoluções que resolvi e que pretendo partilhar convosco. O prazer será de ambos.[LINE]
:!: Mais uma coisa. Refiro-me às tragédias cíclicas que afectam as regiões a norte e abaixo do Douro. Todas elas sem descontos. Catástrofes humanitárias e também das outras. Acidentes extraordinários que nos afectam a zona auricular durante o período de relato, independente(mente) do drama visual estar ou não associado. Não é nada disso. Quero realçar os interregnos (sou obrigado pela própria palavra a usá-la hoje duas vezes), os interregnos, dizia (por estar a brincar levei mais uma penalização morfológica), que existem entre esses momentos de desgraça. Dada a imprevisibilidade de localizar no tempo qualquer súbita calamidade, pergunto eu, será possível, entre uma e a outra, precaver, prevenir, diagnosticar, antecipar, de algum modo, evitar que o mal se repita?
Nós na Junta definimos processos que nos permitem averiguar castigos, sejam eles de mão humana ou natural, que a custo minimizam a dor. Não é para me estar a louvar, mas por minha iniciativa foi criada uma equipa pioneira, constituída por mim e pelo cão do Manuel João Vieira, que se interroga minuto a minuto acerca dos males do mundo. Sejam eles de cá ou de lá. A Junta, acreditem, existe para vos servir.[LINE]
:arrow: Última. Por onde anda o Presidente da República? Surpreendeu-se e desistiu? Estará a fazer uma cura de desintoxicação num país dos balcãs? Terá feito uma implantação de silicone na sua zona pública? Sr. Jorge Sampaio venham de lá essas doses que ficaram por ministrar. Acorde. Por favor. Levante-se!
 
ALERTA!
09.11.03 (3:17 am)   [edit]
:arrow: A Prusidência da Junta tem a honra de anunciar que contratou para os seus quadros superiores uma personalidade de renome que irá ocupar a [b]Assessoria de Imprensa[/b] e, em simultâneo, as funções de [b]Almeida Supervisor 1º Escalão[/b], sem prejuízo da primeira.
Continuem sintonizados e à escuta.
 
Isto já continua tábem? Ando a modos que sem vagar!
09.08.03 (10:49 am)   [edit]
:arrow: Companheiros desculpem-me mas vou para a Colômbia em pesquisa etiológica. Demoro pouco.
 
Reduções!
09.07.03 (12:16 pm)   [edit]
:arrow: Será que existe o termo: [b][i]avalanche posta?[/i][/b] Onde é que se encontra uma? Pessoal dos fogos... não se arranja nada? Assim uns quantos milhões de metros cúbicos de lama? Não?
 
Head Blog!
09.05.03 (9:43 am)   [edit]
:idea: Tenho o corpo todo empedrado. De calçada à portuguesa.
 
Reciclagem e desentendimento!
09.04.03 (3:26 am)   [edit]
:arrow: Aqui nada é definitivo.

[LINE]
:arrow: Só me apetece andar por dentro de túneis. Ando para trás e para a frente na Avenida da República, desde o Saldanha até ao Campo Grande, vezes sem conta a cansar os semáforos. Às vezes viro para a Estados Unidos vou sempre em frente até Chelas, onde há um túnel novo a dar para o modernaço.
Quando estou para aí virado deixo o carro junto a uma estação de metro qualquer e fico trezentas horas a navegar nos túneis subterrâneos. A olhar para os passageiros. Que vão e que vêm.
Não há nada melhor do que observar passageiros, vestidos no seu belo banal quotidiano.
Melhor que tudo é esconder-me e esperar que as estações se apaguem - nunca se apagam - e percorrer os túneis a pé, de mãos nos bolsos.
Quando acabo pego de novo no carro e saio da cidade a caminho de outros túneis, nas montanhas. Sou capaz de ir, quando me dá na mona, até aos Alpes de uma só vez e voltar no dia seguinte! De caminho passo pelas florestas do País Basco que também me dão muito sossego.
E é disto que vive um Prusidente da Junta!
 
Administrador Needed!
09.03.03 (5:56 am)   [edit]
:arrow: O atraso levanta o sangue à caça de pressa.

[LINE]
:arrow: Recebi uma carta. Anónima. Que deixaram debaixo da porta. Para além de trazer cinco euros bem escondidos e uma fotografia desfocada que não dava para perceber se era um homem ou uma mulher a apanhar luz a mais na cara, dizia assim: "Encontrei esta fotografia com esta nota de cinco euros debaixo da minha porta quando ia a sair de casa, conhecendo-o, diverte-me reenviá-la para esse destinatário. A minha carta continha a seguinte frase: "Não sei do que se trata, trate-a como quiser!", confio-lhe a si este mistério, talvez seja algum culto secreto. Atenciosamente, A."
Gosto pouco de brincadeiras. Mas decidi fazer uma ampliação em tamanho gigante da fotografia e pendurá-la na rua, quase na esquina, só para chatear. Não, não estejam já a pensar, não é a cara do Lobo Antunes. Muito menos o Saramago. Quanto muito pode ser a Rosa Mota ou o Pacheco Pereira sem a barba. Com um bocado de esforço o Abrunhosa sem os óculos. Ou um maneta qualquer. Venham ver.
 
Já venho!
09.02.03 (5:25 am)   [edit]
[image]Prusidente_7100802 19.jpg[/image]

:arrow: Não consegui entrar, tinha estes gajos à porta.
Estavam à minha espera. Os primeiros chegaram ainda de noite. Vieram dos campos ou de uma cidade longínqua, para serem lembrados. Quando me viram chegaram-se todos, ainda mais juntos, para parecerem mais. Eram muitos. Se não me engano ainda lá estão, agora que me vim embora. Falaram em uníssono, gritando, em suplicas desvairadas. Disse-lhes que ainda não estava a funcionar. E não estou mesmo. Que não os podia receber, por enquanto não tenho espaço. [i]Venham mais tarde, no próximo mês[/i]. Uma das minhas secretárias, são duas, ficou lá a absorver linhas de recados. Será o meu primeiro trabalho explosivo, quando arrancar com isto, de vez, num feriado qualquer.

[LINE]
:!: Não sei porquê mas agora tenho a sensação que alguém me disse, algum deles, secalhar, que eram todos filhos do José Saramago. Terei Sonhado? Antes ou depois? Terei lido? Socorro! Ajudem-me a desvendar este alarido.

 
No branco da escuridão!
09.01.03 (8:55 am)   [edit]
:idea: Há dois dias que não durmo. Fico atolado na insónia e já não me consigo salvar, até às portas da manhã quando, por fim, adormeço. Já me aconteceu, outras vezes, pegar no carro, mal vestido, e ir para a praça onde fica a Junta. Raramente subo, até aqui. Mas quando cá estou, no negrume que não é noite nem dia, fico a contemplar as curvas que me faltam dar. Estacionado, sob fiança, no lanço da inexistência.

Estou aqui só à espera do espanto, nada mais.
 



Acusem-me!
Pode ser de melancolia e, a seu tempo, de má condução ou do que quiserem.
Acusem-me e, de preferência, chateiem-me. Se estiverem para isso batam-me, acordem-me deste torpor.
Isto é uma Junta. Aberta de dia e de noite, a quem quiser entrar. Mesmo animais. Sim, podes entrar.
Aqui há de tudo. Desde o infímo trago ao brinde por arrematar.
A Junta é um templo, repleto de serenidade. A rua está mesmo aqui, ali ao lado. À porta.
Respeito o mistério dos visitantes. Elevados. De quem dependo.
E o indivíduo qualquer.
Vivo de cidades eternas.
Da escuridão luminosa que amoleço e entrego.
Sou eu. Não sou próprio.
Sou, apenas, vosso.
Para além dos sentidos...
aqui invertem-se destinos.


A Junta abre oficialmente, o mais tardar, no dia 36 de Outubril.
editais:
> Perdeu-se a Consciência Política, perdeu-se a Razão, perdeu-se o Bom Senso. Não estou preocupado em tê-los de volta. #0309.A
> Foi iniciada a campanha "aJunta-ta Nós!". Para os interessados retirar o modelo 2A e preencher com letra escura. #0309.B
na junta:
> MestreCPCP:«Minha querida, escavadora fosse eu! Por mim não me cansarei enquanto não penetrar...» [mais]
> MestreCPCP:«Vieram-se-me aos olhos duas gotas de lágrimas, sr. Prusidente. As felicitações de V.Ex.ª... » [mais]
> MestreCPCP:«Eis-me chegado minhas queridas, para quem os casos perdidos não serão mais do que andares...» [mais]
> AssussoraDC:«De novo para a Joana (e para toda a gente que não sabe muito bem que chão pisa)...» [mais]
> AssussoraDC:«Onde moram? Os milagres? E a felicidade? Em parte alguma? Aqui mesmo ao lado? Ou ao virar...» [mais]
> MestreCPCP:«Há anos que tentam alertar contra as trevas, contra os poderes infernais, e contra todos...» [mais]
> AssussoraDC:«Esta freguesia é uma surpresa, meus caros! Estava eu na esquina do supermercado...» [mais]
> AssussoraDC:«Ela chegou a correr e quase não conseguia respirar. Peguei-lhe nas mãos, devagarinho. Tremia...» [mais]
QUANTOS ESTÃO NA JUNTA: on-line
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